quarta-feira, 13 de abril de 2016

Respeita as Mina! #EssaÉaNossaHistória

Há poucos dias tive acesso a este vídeo maravilhoso feito em parceria com a Nina Tangerina Blog + Bitelli Bikes de Fortaleza. Nina faz parte do grupo das Ciclanas.

Os largos passos que o movimento Ciclofeminista tem dado são encantadores e motivadores, porque estão abrangendo não apenas pautas cicloativistas e feministas, mas tudo isso junto e separadamente também, pautando quaisquer outras demandas sociais, como direito à cidade, urbanismo, racismo, maternidade, tudo o que estiver incluído em nossas vidas pessoais.

Somos mulheres e somos muitas: somos ciclistas, somos mães, somos Anas, Marias, Valérias, Kalinas, Patrícias, Rebecas, Larissas, Ninas... Cada história interessa.

Ativismo é uma coisa muito legal, as demandas vão surgindo de forma espontânea nas pessoas em diversos lugares do mundo e, quando paramos para ver, tem mais um monte de gente sentindo as mesmas angústias que nós, tudo ao mesmo tempo, sem comunicação prévia. E aí nos comunicamos, nos adicionamos em nossos círculos, e vamos ficando cada vez mais fortes em nossas demandas.

Todo ativismo tem um elo de comunicação com outro. Não enxergar isso, debater insistentemente contra e não adquirir empatia a um movimento irmão é se comportar como se comportam nossos opressores e ser um movimento portador de uma espécie de cegueira coletiva causada por privilégios que não são revistos por si mesmo/a.

Vamos em frente. Tem um mundo todinho para ser mudado ainda. Vamos juntas!

Respeita as Mina! #EssaÉaNossaHistória


As PEdaleiras - Oficina de Mecânica de Bicicleta Para Mulheres

No início do mês o Diário de Pernambuco divulgou a nossa ação "Oficina das Minas", que fez parte da programação do Março das Moças, evento do Coletivo As PEdaleiras - Coletivo de Mulheres Ciclistas Pernambucanas.

Reparem que a PEdaleira que vos fala está sempre acompanhada da PEdaleirinha Nina Menina, que participou da Oficina das Minas e até foi monitora. :))))

Por isso: façam eventos em horários que possa incluir crianças. Podem ter certeza: isso sim, muda o mundo. Proporciona à mãe possibilidade de ir, e proporciona à criança o contato mais íntimo com um ativismo que vai sendo naturalmente incorporado com ela, e isso sim é um dos mais fortes e verdadeiros agentes das mudanças culturais pelas quais lutamos tanto hoje.



terça-feira, 12 de abril de 2016

Incluam as Mães. Incluam as crianças.

INCLUAM AS MÃES.
INCLUAM AS MÃES.
INCLUAM AS MÃES.

Incluindo crianças vocês incluem AS MÃES.

AS MÃES.

Portanto:

INCLUAM AS MÃES.
INCLUAM AS MÃES.
INCLUAM AS MÃES.




Vamos parar de pensar e agir como o patriarcado manda, deixando a MAIORIA DAS MULHERES fora das ruas e dos eventos, e mantendo-as apenas DENTRO DE CASA e da TRIPLA JORNADA, bora?!?!?

Enquanto os homens não assumem a parte que lhes cabe numa divisão justa de tarefas com relação à responsabilidade nos cuidados com as crianças, por que é que nós, MÃES, precisamos ficar eternamente prisioneiras por causa de um modelo de maternidade patriarcal em que tudo relacionado a crianças recai sobre as mulheres? Por que as pessoas continuam nos negando o mundo? Ou então, por que precisamos nos fantasiar de "mulheres sem filhos", nos utilizando dos serviços de OUTRAS MULHERES (também mães em sua maioria), para que possamos ter acesso ao mundo?

Todo mundo sabe que essa mudança de postura dos homens com relação a suas crianças vai demorar SÉCULOS para melhorar, porque mexe com uma zona de conforto ENORME deles. Talvez a maior dessas zonas de conforto. Afinal, eles estão muito acostumados a não abrirem mão de absolutamente NADA para fazerem TUDO. E vão continuar resistindo para que tudo continue como está. E sim, estamos trabalhando nisso também, nessa desconstrução cultural. Que, como já foi dito, demora. Muito. Nem sei se minha filha vai ver isso ser real um dia.

Mas, e o AGORA?

Mães são mulheres, são pessoas, e têm direito a uma vida social em que não seja apenas conversado sobre fraldas, brinquedos, escolas problemáticas e febre das crias. Mães querem e merecem mais que isso.


Pensem nas mães quando forem organizar atos e eventos. Não queremos só grupos de mães. Não queremos falar só sobre filhos. Gostamos de eventos, congressos, seminários. Gostamos de FESTAS, mas nem todas as festas. Eu, por exemplo, não suporto festas infantis, mas até vou nas mais simples, em que não me sinta atordoada como nas que acontecem em casas de festas megalomaníacas.

Não precisa muito para incluir crianças.
Precisa, apenas, de VONTADE de incluir as mães.
Porque, para mim, festa boa é aquela em que mães também se divertem e têm possibilidade de jogar conversa fora. Festa boa é também aquela que não é infantil, mas que ofereça qualquer possibilidade de uma mãe ir sem se estressar pelo fato de ser mãe.

O estresse rola por dois motivos fáceis de resolver: 1) horário; 2) qualquer infra (mínima) que seja compatível com a presença de uma criança. Ex.: uma bola, um livrinho, papéis impressos com desenhos pra colorir, um/a amigo/a que tenha mais jeito com crianças ficar um tempinho fazendo "contação de histórias" etc. Evento bom é aquele em que crianças também se divertem.

Porque não é só "coração de mãe" que tem que ser grande e caber todo mundo, o mundo todo precisa parar de nos fechar o seu coração também.

Desigual isso aê. Muito desigual.

E injusto pra caralho.

NÓS TAMBÉM QUEREMOS O MUNDO - 08 de março 2016
NÓS TAMBÉM QUEREMOS O MUNDO - OcuParque 2013
Oficina de Graffiti com Gabi Bruce - 2012
I FNEBici - 2015 - Recife




Não quer/não pode/não vai pensar nisso? Então, não reclame. Estamos ocupando um espaço que nos é de direito, carregando nossas crianças junto. Se o espaço não tem nem pensou numa mínima infra-estrutura para mães, sinto muito. Elas estarão lá.










Vamos ocupar esses espaços sim. E as crianças serão, apenas, crianças nesses espaços nada convidativos para elas. Quem reclamar ou achar ruim, eu convido solenemente a ir olhar a criança ou tomar um sorvete, ou mesmo a se retirar (por que só nós que precisamos sair?!?!) um tempo por um bem coletivo, e para que essa mãe possa participar de alguma coisa no mundo extra-maternidade.

Beijo no ombro.



ImPressões Feministas - Fevereiro 2016
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Postagem feita em homenagem ao evento feminista "Mulheres e Democracia", que acontecerá hoje em horário inadequado para mães sem suporte social, nem haverá estrutura para crianças, ao mesmo tempo em que o Bicicultura torna público que no evento haverá espaço para crianças, portanto, para MÃES. 

Quando um evento cicloativista mostra ser mais inclusivo para mulheres do que um evento feminista, está na hora de repensar esse feminismo pautado no modelo patriarcal, que exclui aquelas mulheres que têm filhos/as e não podem contar com nenhum apoio social.

FEMINISMO PARA QUEM?

domingo, 10 de abril de 2016

Bike Familiar para Urminine irem à Escola - Quem quer ajudar mamãe Paty?

Então, todo mundo sabe que a vida não tá fácil para ninguém. Estou fazendo muitas mudanças estruturais na vida de minha família, e isso começou com a troca do carro pela bicicleta como principal meio de transporte da casa. Só que eu estou precisando oferecer um pouco mais de segurança nesse translado diário para a escola... Mas as contas insistem em não deixar adquirir uma bike nova, uma que seja mais adequada para isto.

Então, uma cicloamigafeminista me deu a ideia: dia 18 de maio é teu aniversário, vamos fazer uma Vakinha de aniversário para adquirir essa nova bike!

Fiz.

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Então, segue abaixo o texto da Vakinha:

"Daí, como sabem, minha família está usando a bicicleta como principal meio de transporte. Só que Olga, nossa bici, está sofrendo, bichinha. Levar as crianças está sendo uma função bem punk para quem já está velhinha e desgastada pelo uso/idade. Além disso, a cadeirinha frontal (que leva Nina) já está sendo usada com excesso de peso, visto que sua capacidade é apenas até 15 Kg (e Nina já tem mais que isso!). Obviamente, mamãe Paty pedala com bastante cuidado e ficando ligada sempre em qualquer indício de alteração na estrutura... Porém, o ideal mesmo seria uma bicicleta mais forte, uma que aguente melhor essa função.

Então, a ideia é comprar uma bicicleta cargueira, bem mais adequada para suportar a função de bicicleta famíliar. Pretendemos usar a grana adquirida para, além de comprar a nova bici zero Km (que será vermelha e já tem nome: Oyá!), equipá-la e deixá-la mais segura (muitas lanternas, buzininhas enfeitadas e plaquinhas aos montes), além de fabricar (com ajuda de um serralheiro/a e um/a estofador/a) uma cadeirinha fixa nos bagageiros que, além de deixá-la mais confortável para Urminine, também contará com itens de segurança que a original não possui (cinto de segurança, barras laterais etc). Aceitamos sugestões!

Caso haja gentileza em excesso (hohoho), a ideia é a de usar toda a grana que sobre também em Oyá, como, por exemplo, colocar um sonzinho apropriado para a gente ir para a escola ouvindo Justin Bieber, Beyoncé, Rush e Nação Zumbi, cantando e sendo feliz, ou mesmo um guarda-chuva para os dias molhados, ou flores para colar no quadro e enfeitá-la lindamente... Essas coisas que mamãe Paty adora e que provocam mais simpatia por parte dos motoristas (portanto, mais segurança para nós).

Queres ajudar a dar esse presente lindo para essa família linda, rebelde e ciclista? É só contribuir com o que puder. Você pode contribuir com o presente até o dia 17 de maio, e no dia 18 de maio Oyá já deverá estar conosco, cantando parabéns para Paty! E se tu estiveres apertado de grana, não tem problema, podes ajudar compartilhando. ;)))

Nós, a cidade (com um carro a menos) e o planeta (menos CO2) agradecemos!!! <3

:)))"

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