INCLUAM AS MÃES.
INCLUAM AS MÃES.
INCLUAM AS MÃES.
Incluindo crianças vocês incluem AS MÃES.
AS MÃES.
Portanto:
AS MÃES.
Portanto:
INCLUAM AS MÃES.
INCLUAM AS MÃES.
INCLUAM AS MÃES.
Vamos parar de pensar e agir como o patriarcado manda, deixando a MAIORIA DAS MULHERES fora das ruas e dos eventos, e mantendo-as apenas DENTRO DE CASA e da TRIPLA JORNADA, bora?!?!?
Enquanto os homens não assumem a parte que lhes cabe numa divisão justa de tarefas com relação à responsabilidade nos cuidados com as crianças, por que é que nós, MÃES, precisamos ficar eternamente prisioneiras por causa de um modelo de maternidade patriarcal em que tudo relacionado a crianças recai sobre as mulheres? Por que as pessoas continuam nos negando o mundo? Ou então, por que precisamos nos fantasiar de "mulheres sem filhos", nos utilizando dos serviços de OUTRAS MULHERES (também mães em sua maioria), para que possamos ter acesso ao mundo?
Todo mundo sabe que essa mudança de postura dos homens com relação a suas crianças vai demorar SÉCULOS para melhorar, porque mexe com uma zona de conforto ENORME deles. Talvez a maior dessas zonas de conforto. Afinal, eles estão muito acostumados a não abrirem mão de absolutamente NADA para fazerem TUDO. E vão continuar resistindo para que tudo continue como está. E sim, estamos trabalhando nisso também, nessa desconstrução cultural. Que, como já foi dito, demora. Muito. Nem sei se minha filha vai ver isso ser real um dia.
Mas, e o AGORA?
Mães são mulheres, são pessoas, e têm direito a uma vida social em que não seja apenas conversado sobre fraldas, brinquedos, escolas problemáticas e febre das crias. Mães querem e merecem mais que isso.
Pensem nas mães quando forem organizar atos e eventos. Não queremos só grupos de mães. Não queremos falar só sobre filhos. Gostamos de eventos, congressos, seminários. Gostamos de FESTAS, mas nem todas as festas. Eu, por exemplo, não suporto festas infantis, mas até vou nas mais simples, em que não me sinta atordoada como nas que acontecem em casas de festas megalomaníacas.
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| Não precisa muito para incluir crianças. Precisa, apenas, de VONTADE de incluir as mães. |
Porque, para mim, festa boa é aquela em que mães também se divertem e têm possibilidade de jogar conversa fora. Festa boa é também aquela que não é infantil, mas que ofereça qualquer possibilidade de uma mãe ir sem se estressar pelo fato de ser mãe.
O estresse rola por dois motivos fáceis de resolver: 1) horário; 2) qualquer infra (mínima) que seja compatível com a presença de uma criança. Ex.: uma bola, um livrinho, papéis impressos com desenhos pra colorir, um/a amigo/a que tenha mais jeito com crianças ficar um tempinho fazendo "contação de histórias" etc. Evento bom é aquele em que crianças também se divertem.
Porque não é só "coração de mãe" que tem que ser grande e caber todo mundo, o mundo todo precisa parar de nos fechar o seu coração também.
Desigual isso aê. Muito desigual.
E injusto pra caralho.
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| NÓS TAMBÉM QUEREMOS O MUNDO - 08 de março 2016 |
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| NÓS TAMBÉM QUEREMOS O MUNDO - OcuParque 2013 |
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| Oficina de Graffiti com Gabi Bruce - 2012 |
Não quer/não pode/não vai pensar nisso? Então, não reclame. Estamos ocupando um espaço que nos é de direito, carregando nossas crianças junto. Se o espaço não tem nem pensou numa mínima infra-estrutura para mães, sinto muito. Elas estarão lá.
Vamos ocupar esses espaços sim. E as crianças serão, apenas, crianças nesses espaços nada convidativos para elas. Quem reclamar ou achar ruim, eu convido solenemente a ir olhar a criança ou tomar um sorvete, ou mesmo a se retirar (por que só nós que precisamos sair?!?!) um tempo por um bem coletivo, e para que essa mãe possa participar de alguma coisa no mundo extra-maternidade.
Beijo no ombro.
Postagem feita em homenagem ao evento feminista "Mulheres e Democracia", que acontecerá hoje em horário inadequado para mães sem suporte social, nem haverá estrutura para crianças, ao mesmo tempo em que o Bicicultura torna público que no evento haverá espaço para crianças, portanto, para MÃES.
Quando um evento cicloativista mostra ser mais inclusivo para mulheres do que um evento feminista, está na hora de repensar esse feminismo pautado no modelo patriarcal, que exclui aquelas mulheres que têm filhos/as e não podem contar com nenhum apoio social.
FEMINISMO PARA QUEM?









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